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Redação FIIs 24/03/2026 às 18:25

O fundo imobiliário BRCO11 encerrou fevereiro com lucro caixa de R$ 16,866 milhões, após registrar receitas de R$ 21,166 milhões e despesas de R$ 4,3 milhões no período. 

A distribuição anunciada aos cotistas do BRCO11 foi de R$ 0,92 por cota, valor equivalente a um dividend yield anualizado de 8,9% com base na cotação de fechamento do mês. Esse é o maior rendimento dos últimos 8 meses.

Segundo o fundo imobiliário BRCO11, esse pagamento correspondeu a 98,3% do lucro caixa gerado em fevereiro.

Mesmo com a nova distribuição, o FII segue com uma reserva acumulada relevante. O fundo informou ter um lucro caixa não distribuído de R$ 35,1 milhões, o que representa R$ 1,95 por cota. 

Na comparação com janeiro, a receita imobiliária perdeu força, movimento explicado principalmente pelo recebimento de Juros sobre Capital Próprio (JCP) no valor de R$ 9,9 milhões no primeiro mês de 2026, algo que não se repetiu em fevereiro. 

Ainda assim, houve fatores que contribuíram positivamente para a geração de receita no período, como o fim da carência do contrato com a M. Dias Branco no imóvel Bresco Canoas e o recebimento de Renda Mínima Garantida nos empreendimentos Bresco Viracopos e Bresco Simões Filho, em um total de R$ 700 mil.

Do lado das despesas, o relatório do fundo BRCO11 detalha que os gastos com corretagem estão ligados ao pagamento de comissão referente ao imóvel Bresco Canoas. 

Já as despesas com propriedades foram impactadas, sobretudo, pela vacância dos imóveis vagos Bresco Embu e Bresco Canoas, além dos custos de seguro relacionados aos ativos Bresco Resende e Bresco Embu. 

As despesas financeiras, por sua vez, estão associadas aos juros do financiamento contratado para a aquisição das propriedades Bresco Viracopos e Bresco Simões Filho.

Detalhes da carteira do fundo imobiliário BRCO11

O FII BRCO11 fundo reúne 14 propriedades, com uma Área Bruta Locável total de 591 mil metros quadrados e potencial de expansão estimado em até 15%. 

A receita anual estabilizada supera R$ 214 milhões, com predominância de ativos voltados ao segmento last mile, que respondem por 71% dessa geração de receita.

Cerca de 23% da ABL do fundo está posicionada em ativos situados em um raio de até 25 quilômetros da cidade de São Paulo, região considerada estratégica para operações logísticas. Atualmente, a vacância física consolidada do portfólio está em 6,7%.

Os contratos de locação do BRCO11 têm prazo médio remanescente de 4,7 anos, sendo que 36% deles são classificados como atípicos. Entre os locatários, mais de 67% apresentam perfil de grau de investimento, com ratings entre AAA (br) e AA (br), ou equivalente ou superior em escala global.

Carteiras de instituições como BTG Pactual, Itaú BBA, EQI Research e BB Investimentos combinam geração de renda e potencial de ganho de capital nas escolhas para o mês

Por Yasmim Tavares, Valor Investe — Rio

10/03/2026 06h20


À medida que cresce no mercado a expectativa pelo início do ciclo de queda da Selic, as carteiras recomendadas de fundos imobiliários para março mostram uma estratégia que combina geração de renda com potencial de valorização das cotas.

As escolhas aparecem nas indicações de casas como BTG Pactual, Itaú BBA, EQI Research e BB Investimentos, cujas carteiras seguem com presença dos fundos de recebíveis (CRIs), ao mesmo tempo em que ampliam a exposição a segmentos ligados à economia real, como galpões logísticos e shoppings.

No total, 12 fundos aparecem nas carteiras recomendadas pelas quatro casas analisadas. Entre eles, predominam fundos de recebíveis e de logística, além de ativos dos segmentos de shoppings, lajes corporativas e renda urbana.

Os fundos imobiliários para investir em março

Nome do fundoCódigoSegmento
BTG Pactual Crédito ImobiliárioBTCI11Recebíveis
BTG Pactual LogísticaBTLG11Logística
Bresco LogísticaBRCO11Logística
Hedge Brasil ShoppingHGBS11Shoppings
HSI MallsHSML11Shoppings
Kinea Rendimentos ImobiliáriosKNCR11Recebíveis
Kinea Índice de PreçosKNIP11Recebíveis
VBI Prime PropertiesPVBI11Lajes corporativas
RBR High YieldRBRY11Recebíveis
TRX Real EstateTRXF11Renda urbana
Guardian Real EstateGARE11Híbrido
XP MallsXPML11Shoppings

Fonte: BTG Pactual, Itaú BBA, EQI Research e BB Investimentos

No cenário doméstico, o mercado acompanha de perto os próximos passos do Comitê de Política Monetária (Copom). A expectativa predominante é de início do ciclo de cortes de juros na reunião que acontece no dia 19 deste mês.

Segundo o Termômetro do Copom, ferramenta do Valor Investe que acompanha as apostas embutidas nos contratos negociados na B3a probabilidade majoritária é de uma queda de 0,5 ponto percentual, levando a Selic de 15% para 14,5% ao ano.

De modo geral, a perspectiva de queda da Selic tende a favorecer a classe de fundos imobiliários como um todo, uma vez que, com juros mais baixos, a renda fixa perde parte da atratividade, o que pode estimular a migração para ativos de maior risco, como as ações e os fundos imobiliários.

Os fundos de “tijolo”, que investem em imóveis físicos, podem se beneficiar mais diretamente do ciclo de afrouxamento monetário. Isso porque a queda da taxa de juros reduz a taxa de desconto utilizada para estimar o preço dos ativos imobiliários, o que tende a destravar valor e favorecer a valorização das cotas.

Ainda assim, os fundos de recebíveis seguem com papel importante nas estratégias recomendadas. Mesmo com os cortes na taxa básica, os juros devem permanecer em patamar elevado por algum tempo, o que sustenta dividendos atrativos para esse tipo de fundo, cujas carteiras são atreladas ao CDI ou à inflação.

As apostas das casas

BTG Pactual

Na carteira do BTG Pactual, a estratégia combina fundos de recebíveis e ativos de tijolo. Entre as indicações aparecem fundos de crédito imobiliário como Kinea Rendimentos Imobiliários (KNCR11), Kinea Índice de Preços (KNIP11) e Mauá Capital Recebíveis Imobiliários (MCCI11).

A carteira também inclui fundos logísticos, como BTG Pactual Logística (BTLG11) e Bresco Logística (BRCO11), além de ativos do segmento de shopping centers, como Hedge Brasil Shopping (HGBS11) e HSI Malls (HSML11).

Segundo o banco, o cenário ainda favorece uma estratégia equilibrada entre geração de renda e exposição a segmentos que podem capturar valorização das cotas ao longo do ciclo de queda dos juros.

As apostas do BTG

Nome do fundoCódigoSegmento
BTG Pactual Crédito ImobiliárioBTCI11Recebíveis
Kinea Rendimentos ImobiliáriosKNCR11Recebíveis
Kinea Índice de PreçosKNIP11Recebíveis
RBR Rendimento High GradeRBRR11Recebíveis
RBR High YieldRBRY11Recebíveis
Mauá Capital Recebíveis ImobiliáriosMCCI11Recebíveis
Vinci LogísticaVILG11Logística
Bresco LogísticaBRCO11Logística
BTG Pactual LogísticaBTLG11Logística
BTG Pactual Corporate OfficeBRCR11Lajes corporativas
VBI Prime PropertiesPVBI11Lajes corporativas
Hedge Brasil ShoppingHGBS11Shoppings
Gazit MallsGZIT11Shoppings
HSI MallsHSML11Shoppings
TRX Real EstateTRXF11Renda urbana

Fonte: BTG Pactual

Itaú BBA

A carteira do Itaú BBA também reúne fundos de diferentes segmentos do mercado imobiliário, com destaque para os fundos logísticos como BTG Pactual Logística (BTLG11) e Bresco Logística (BRCO11).

O portfólio inclui ainda ativos do segmento de shopping, como XP Malls (XPML11) e HSI Malls (HSML11), além de fundos de recebíveis e multiestratégia, como Kinea Rendimentos Imobiliários (KNCR11), Kinea Índice de Preços (KNIP11) e Kinea Hedge Fund (KNHF11).

Segundo o banco, a seleção feita pela casa prioriza fundos com elevada liquidez, gestão experiente e portfólios considerados de maior qualidade.

As escolhas do Itaú BBA

Nome do fundoCódigoSegmento
CSHG Renda UrbanaHGRU11Renda urbana
HSI MallsHSML11Shoppings
XP MallsXPML11Shoppings
Bresco LogísticaBRCO11Logística
BTG Pactual LogísticaBTLG11Logística
Kinea Renda ImobiliáriaKNRI11Híbrido
VBI Prime PropertiesPVBI11Lajes corporativas
RBR PropertiesRBRP11Híbrido
Itaú Total ReturnITRI11Multiestratégia
Kinea Hedge FundKNHF11Multiestratégia
Kinea Índice de PreçosKNIP11Recebíveis
Kinea Unique HY CDIKNUQ11Recebíveis
Kinea Rendimentos ImobiliáriosKNCR11Recebíveis

Fonte: Itaú BBA

EQI Research

A carteira recomendada da EQI Research combina estratégias voltadas à geração de renda com potencial de valorização das cotas. Entre as indicações aparecem fundos de recebíveis, como BTG Pactual Crédito Imobiliário (BTCI11) e RBR High Yield (RBRY11).

O portfólio também inclui fundos de logística, lajes corporativas e shoppings, como BTLG Logística (BTLG11), Rio Bravo Renda Corporativa (RCRB11) e XP Malls (XPML11).

Entre as mudanças do mês, a casa incluiu o fundo de fundos Hedge Top FOFII (HFOF11). Segundo a EQI, esse tipo de veículo pode voltar a capturar ganhos de capital caso o mercado de fundos imobiliários entre em um ciclo mais favorável.

As preferências da EQI

Nome do fundoCódigoSegmento
BTG Pactual Crédito ImobiliárioBTCI11Recebíveis
BTG Pactual LogísticaBTLG11Logística
Guardian Real EstateGARE11Híbrido
Hedge Top FOFIIHFOF11Fundo de fundos
Hedge Brasil ShoppingHGBS11Shoppings
RBR LogísticaRBRL11Logística
Rio Bravo Renda CorporativaRCRB11Lajes corporativas
CSHG Real EstateHGRE11Lajes corporativas
Vinci LogísticaLVBI11Logística
Manatí CapitalMANA11Multiestratégia
RBR High YieldRBRY11Recebíveis
Mauá Capital Real EstateMCRE11Multiestratégia
Vectis Juros RealVCJR11Recebíveis
XP MallsXPML11Shoppings

Fonte: EQI Research

BB Investimentos

A carteira recomendada do BB Investimentos reúne fundos de diferentes estratégias, como fundos híbridos (combinam investimentos em imóveis físicos e em títulos de crédito imobiliário) e ligados à economia real, como TRX Real Estate (TRXF11), Guardian Real Estate (GARE11) e Riza Terrax (RZTR11).

O portfólio também inclui fundos de recebíveis imobiliários, como REC Recebíveis Imobiliários (RECR11), Valora CRI Índice de Preços (VGIP11) e XP Crédito Imobiliário (XPCI11), além do Pátria Malls (PMLL11), do segmento de shopping centers.

Segundo o BB, embora o início do ciclo de queda de juros possa favorecer o setor de fundos imobiliários, a proximidade do período eleitoral tende a aumentar a volatilidade do mercado. Nesse cenário, o banco orienta os investidores sobre a importância da seletividade na escolha dos ativos.

Os nomes escolhidos pelo BB

Nome do fundoCódigoSegmento
Riza TerraxRZTR11Agronegócio
Guardian Real EstateGARE11Híbrido
TRX Real EstateTRXF11Renda urbana
Kinea Hedge FundKNHF11Multiestratégia
REC Recebíveis ImobiliáriosRECR11Recebíveis
Valora CRI Índice de PreçosVGIP11Recebíveis
XP Crédito ImobiliárioXPCI11Recebíveis
Pátria MallsPMLL11Shoppings

Fonte: BB Investimentos

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por Redação Suno Notícias 02/03/2026 11:45

Dividendos do BRCO11 avançaram em fevereiro, com a administração anunciando distribuição de R$ 0,92 por cota. O pagamento contempla investidores posicionados até 27 de fevereiro, com liquidação em 13 de março, mantendo a isenção de IR para pessoas físicas. O novo patamar marca o maior valor em oito meses e encerra a sequência de R$ 0,87 por cota.

A R$ 124,00 por cota no fechamento de fevereiro, o provento implica retorno mensal aproximado de 0,74%. Esse desempenho reflete a resiliência operacional do fundo e a disciplina na alocação de capital, alinhando distribuição com geração de caixa.

O portfólio do fundo imobiliário BRCO11 reúne 14 ativos logísticos, somando 591 mil m² de ABL, com potencial de expansão de até 15%. A receita anual estabilizada supera R$ 213 milhões, com 71% originados de ativos de last mile, estratégicos para alta capilaridade em distribuição urbana. Aproximadamente 23% da ABL situa-se em raio de até 25 km da capital paulista, área de demanda logística intensa.

Vacância física está em 7%, enquanto o prazo médio remanescente dos contratos é de 4,8 anos. Cerca de 36% dos contratos são atípicos, favorecendo previsibilidade de receitas, e mais de 74% dos locatários possuem grau de investimento. Esses fatores sustentam a estabilidade do caixa e amparam a recente elevação dos pagamentos.

Entre os imóveis do portfólio, 13 dos 14 são classificados como A+, reforçando a qualidade técnica e a liquidez comercial. No Bresco Canoas, houve locação de 15.553 m² para M. Dias Branco, equivalente a 47% da ABL, restando 17.724 m² desocupados. Há tratativas iniciais para cerca de 16.620 m², próximo à totalidade remanescente.

No Bresco Embu, seguem vagos 7.629 m² de galpão e 14.084 m² de pátio, com negociações em estágio avançado para ocupação integral. A demanda reportada supera o dobro da metragem disponível, indicando perspectiva positiva para redução de vacância.

Por fim, o Flex Viracopos atingiu ocupação total após a entrada da Nu Pagamentos (Nubank), com 9.150 m², e a expansão da FedEx em mais 1.560 m². A eliminação da vacância nesse ativo reforça a tração comercial do fundo e contribui para sustentar os atuais dividendos do BRCO11.